RESENHA: MEU AMIGO DAHMER | BOM DIA LIVROS

Inegável é que todos nós estamos passando ou até passamos por um período no colégio. Para alguns, uma experiência boa, já em outro casos nem tanto. Contudo, para Derf Backderf, uma experiência única. Você já pensou que algum colega de escola futuramente seria conhecido como um serial killer canibal? Derf também não.
Disponível em @bomdialivros.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS:

Título: Meu Amigo Dahmer // Autora: Derf Backderf // Páginas: 288

ENREDO:

Na primeira graphic novel publicada pela Darkside Books, Meu Amigo Dahmer, encontramos os antecedentes de um dos serial killers mais temidos da década. O canibal de Milwaukee, como ficaria conhecido posteriormente, é responsável por diversas barbáries de cunho canibal que abalariam a sociedade com o desenrolar e as revelações do caso.

Particularmente, não consigo imaginar um amigo ou colega de escola tendo uma repercussão do mesmo tipo. No entanto, Derf sim. Ele, com consulta de relatos policiais, lembranças próprias, de amigos e dos próprios pais de Dahmer, trabalhou arduamente na produção da HQ em questão, com um texto direto e ilustrações brilhantes.

A HQ então, descreve o comportamento do assassino na época da escola, antes de matar e torturar. Se já é difícil pensar em um amigo que se tornaria serial killer, é mais ainda aceitar que fora alguns traços, Jeff Dahmer era completamente normal. Um garoto inteligente, curioso e assim como nós, repleto de problemas em casa.

OPINIÃO:

Fora as histórias sobre Turma da Mônica, nunca li nenhuma outra obra do mesmo tipo. Nesse viés, considero Meu Amigo Dahmer um novo impulso para ler outras obras relacionadas.
A leitura é extremamente envolvente e os recursos visuais da HQ são suficientes para prender o leitor e induzir a leitura de uma só vez.

O fator que mais me deixou com a famosa pulga atrás da orelha, fora a verossimilhança do que estava sendo informado. A história é tão longe da minha realidade, que foi difícil digerir. Contudo, ao fim dos quadrinhos, todas as fontes consultadas pelo autor são expostas e escancaradas. Relatos do FBI e até fotos do livro escolar identificam essas passagens. 

Como se não bastasse citar a fonte de tudo e oficializar o que estava sendo dito, o autor utiliza de uma "pós-narrativa" que consiste em explicar e detalhar cada parte da história em quadrinhos. Dessa forma é possível saber além das fontes, o que Derf pensava com aquilo, fazendo links externos entre obra-mídia.

Todos que se interessarem, aqui fica minha indicação. Para os fãs da editora, as tiragens impressas pela mesma contam com cenas excluídas, uma série de "bastidores" e ilustrações alteradas. Agora, convido você para conhecer 


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